As normas foram formuladas por uma nova associação criada por entidades representativas de médicos, hospitais e empresas ligadas ao turismo. Elas foram apresentadas durante o Medical Travel Meeting em São Paulo, dias 27 e 28.
Estima-se que em 2005 48 mil estrangeiros buscaram tratamento médico no Brasil - a maioria deles cirurgia plástica. Entre 2007 e 2009, segundo a Deloitte Center for Health Solutions, foram cerca de 180 mil.
Leia maisno Folha.com Turismo de saúde no Brasil anuncia novo regulamento
O recém lançado website Closer look at Stem Cells visa dar aos médicos e seus pacientes a informação necessária para avaliar as indicações clínicas e decisões sobre os tratamentos com células-tronco. Criado pela International Society for Stem Cell Research (ISSCR) ele fornece informações sobre a biologia das células tronco, bem como sobre as questões referentes aos tratamentos.
Este novo recurso on-line descrito na edição de julho da revista Cell Stem Cell se propõe a supervisionar e orientar sobre as terapias em relação ao cumprimento das normas mínimas de ética, científica e médica, bem como a sua segurança e eficácia.
“Você tolera ser enganado pelos seus pacientes de vez em quando?”
O psiquiatra Michael W. Kahn, de Boston (EUA), explicou em reportagem do “The New York Times” como os médicos devem agir se um paciente tenta enganá-los para receber a receita de um remédio controlado.
Um survey realizado pelo governo britânico demonstrou que duas a cada cinco pessoas que bebem excessivamente mentem para seus médicos sobre a quantidade média de álcool consumida. Segundo especialistas, o consumo diário ideal seria o equivalente a dois copos de cerveja para os homens e uma taça de vinho para as mulheres. O survey mostra que a maioria das pessoas que ultrapassa esses limites não escondem dos médicos o hábito de beber, mas 39% dessas pessoas atribuem a si mesmas um consumo mais moderado. Os pesquisadores reconhecem que reconhecer o hábito de beber excessivamente pode ser constrangedor, e, nesse sentido, caberia aos próprios médicos estimular a sinceridade do paciente. Vale lembrar que o consumo excessivo de álcool pode aumentar o risco de doenças hepáticas, pressão alta, câncer e derrame.
Um aspecto que já esteve no centro das atenções, mas ultimamente andava despercebido, foi novamente colocado em voga: a relação entre médicos e enfermeiras. Após um longo período de debates sobre os jogos sexuais e as relações de poder entre médicos e enfermeiras, a enfermagem se estabeleceu como um ofício sério e altamente qualificado, dando fim aos estereótipos machistas e às disparidades salariais. Mas será essa a realidade das clínicas e hospitais de todo o mundo? Abigail Zuger, médica, escreveu uma resenha para o New York Times sobre o ‘Reflections on Doctors’, livro composto por 19 ensaios escritos por enfermeiras sobre a verdadeira relação com os médicos. Clique aqui para ler a tradução para o português no G1.
Um refrigerante cuja fórmula traz a mesma nicotina encontrada nos cigarros deve ser lançado, em breve, no Reino Unido. As latas de Liquid Smoking, extremamente parecidas com maços de cigarro, chegam ao mercado para oferecer aos fumantes uma alternativa de consumo em bares, restaurantes e aviões. Como não poderia deixar de ser, uma série de grupos anti-tabagismo já se manifestaram contra o produto, que contém 15% de nicotina, alegando que o mesmo pode estimular o hábito de fumar.
Um novo teste de mapeamento genético promete revelar praticamente qualquer doença hereditária num embrião inseminado artificialmente antes da sua implantação no útero. Alan Handyside, professor que desenvolveu o teste, disse à BBC que o método é universal e pode detectar em algumas semanas cerca de 15 mil doenças hereditárias. A técnica, chamada karyomapping, consiste na comparação de uma célula retirada do embrião com 8 dias de idade e amostras do DNA dos pais e avós. O teste ainda está sendo desenvolvido no Bridge Centre mas já levanta questões polêmicas. Em teoria, o mesmo teste poderá revelar informações como cor dos olhos, altura e peso criando assim a possibilidade dos pais projetarem seus filhos com as características escolhidas. Mark Hamilton, diretor da Sociedade Britânica de Fertilidade, questiona: ‘Se você pode testar tudo, onde nós vamos estabelecer um limite?’
Num quadro de investimento recorde em pesquisa sobre o câncer, os pacientes que enfrentam tipos menos conhecidos da doença estão sendo negligenciados pelo cientistas: essa é a conclusão de uma pesquisa realizada pelo National Cancer Research Institute (NCRI). Para se ter uma idéia da desigualdade, enquanto grandes valores são investidos no tratamento de câncer de mama e da leucemia, 80% dos pacientes com câncer de garganta continuam morrendo. Segundo a pesquisa, realizada em território inglês, os cinco tipos de câncer com melhor taxa de sobrevivência são também aqueles que recebem mais verba do governo, concentrando dois terços da verba total para o combate à doença.
A organização Myeloma UK publicou na última semana uma pesquisa que mostra que os médicos geralmente não informam pacientes com câncer sobre novos tratamentos. Planejado para avaliar de que modo o mieloma estava sendo tratado no país, o estudo trouxe resultados bastante interessantes. Um quarto dos especialistas admitiram esconder alguns fatos relacionados ao tratamento, como a existência de medicamentos em processo de aprovação por órgãos responsáveis. Em 96% desses casos, os médicos disseram que, desse modo, evita-se que os pacientes fiquem excessivamente tensos, tristes ou confusos. Diante desse complexo quadro, o Serviço Público de Saúde anunciou que pretende padronizar o nível de informações sobre medicamentos e tratamentos em processo de aprovação.
Durante muitos anos predominou a opinião de que a detecção precoce do câncer pode salvar vidas e aumentar a expectativa de vida do paciente. No entanto, um grupo de especialistas norte-americanos defendeu, durante um encontro realizado na última semana, justamente a opinião contrária. Segundo eles, não valeria a pena realizar exames de próstata em pacientes com idade superior a 75 anos, uma vez que essa descoberta traria mais prejuízos do que vantagens. Tratamentos contra o câncer de próstata podem trazem dores e incontinência, além de problemas na uretra, na vesícula e no intestino. Os tratamentos hormonais, por sua vez, podem provocar ganho de peso, perda de tônus muscular e osteoporose. Segundo uma estimativa apresentada pelos especialistas, 44% dos homens que receberam tratamento do câncer de próstata não foram por ele beneficiados, uma vez que em outro caso teriam morrido por outra causa antes que o câncer se manifestasse.
Gestão Estratégica de Clínicas e Hospitais é livro que chega no melhor momento possível,ao se considerar a carência bibliográfica no vernáculo sobre o tema aqui e ali, precariamentepreenchida pela tradução de outros idiomas e culturas; distantes com toda obviedade de nossa realidade médico-assistencial.É sabido o Brasil apresentar sistema de saúde cuja marca são grandes diferenças na organização e hierarquia doacuidados e atenção da população - daí a necessidade de se criar e recriar , perseguidondo-se as melhores soluções de acordo com nossas próprias necessidades.