A maioria dos casos da epidemia global de Aids é causada pelo retrovírus humano tipo 1 (HIV-1). No entanto, o HIV-2, o outro retrovírus associado à Aids, é epidêmico e endêmico em alguns países da África Ocidental. Pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) identificaram a presença do vírus no Brasil, em situações de coinfecção com o HIV-1.
Em estudo divulgado durante o 2º Congresso de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro,
pesquisadores do Laboratório de Genética Molecular de Microorganismos do IOC confirmaram a presença de coinfecção por HIV-1 e HIV-2 em 15 amostras, de diversos estados brasileiros. Estes achados têm impacto principalmente na questão do tratamento, já que o HIV-2 é naturalmente resistente aos antirretrovirais do tipo não-nucleosídeos. Apesar de responder muito bem à classe dos inibidores de proteases, nos casos de infecção pelo HIV-2 a resposta costuma ter duração pequena e algumas mutações de multiresistência são selecionadas rapidamente.
As normas foram formuladas por uma nova associação criada por entidades representativas de médicos, hospitais e empresas ligadas ao turismo. Elas foram apresentadas durante o Medical Travel Meeting em São Paulo, dias 27 e 28.
Estima-se que em 2005 48 mil estrangeiros buscaram tratamento médico no Brasil - a maioria deles cirurgia plástica. Entre 2007 e 2009, segundo a Deloitte Center for Health Solutions, foram cerca de 180 mil.
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O Brasil está pela primeira vez numa posição inédita na área científica. A vacina contra a esquistossomose – primeira vacina brasileira da história e também a primeira do mundo no combate a vermes - será produzida pela Ourofino, uma indústria 100% nacional. A doença atinge 200 milhões de pessoas em 74 países e causa 200 mil mortes por ano.
A Ourofino formalizou essa semana a compra da Alvos Consultoria, empresa de fomento que detinha a licença da tecnologia da Fiocruz desde 2005.“A Ourofino é uma empresa que acredita e investe na pesquisa nacional. Entendemos que o futuro está na prospecção da biotecnologia e no controle das doenças por meio da prevenção”, afirma o diretor de Pesquisa e Inovação, Carlos Henrique.
A médica Miriam Tendler, pesquisadora titular da Fiocruz e coordenadora da equipe que desenvolveu a vacina contra a esquistossomose, está confiante na produção da vacina pela Ourofino. “De nada adianta tanto esforço se as pesquisas permanecerem dentro do laboratório. A tecnologia gerada precisa chegar às populações a que se destina e para isto precisamos de parceria industrial”, diz.
O Instituto Oswaldo Cruz, da Fiocruz, conseguiu detectar pela primeira vez a presença do vírus da hepatite E em um paciente brasileiro, informou o site Folha.com. O contágio se dá através de consumo de água e alimentos contaminados com fezes, a mesma forma de transmissão da hepatite A.
Antes, a confirmação da doença era feita de forma indireta pela testagem da presença de anticorpos específicos. Além de dar mais segurança ao diagnóstico, a novidade permitiu comparar o sequenciamento genético do vírus encontrado no paciente com aquele encontrado em suínos criados no Brasil. A semelhança reforçou a suspeita de pesquisadores de que a transmissão no país esteja ligada ao consumo de carne de porco mal passada. “Quando comparamos geneticamente as amostras do paciente e do animal, vimos que são relacionadas”, diz a pesquisadora Débora Regina Lopes dos Santos. Ela é uma das responsáveis pelo estudo, publicado no Journal of Clinical Virology.
De acordo com a Agência USP, em 2011 poderão acontecer os primeiros testes em seres humanos de uma vacina brasileira contra o S. pyogenes precursor da febre reumática, doença autoimune que provoca problemas cardíacos em cerca de 15 milhões de crianças todo ano.
No Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), os testes com camundongos mostraram que a vacina imunizou de 80% a 100% dos animais. Os cientistas aguardam o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para que os testes sejam iniciados. A vacina é resultado de uma pesquisa de 20 anos do Incor e foi desenvolvida com colaboradores ligados ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Investigação em Imunologia (iii) e custou cerca de R$ 10 milhões, de acordo com a médica Luiza Guilherme, responsável pelo projeto.
O Instituto Butantan, em parceria com pesquisadores da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), produziu em larga escala pela primeira vez no mundo o lote piloto de um soro contra veneno de abelhas. Assim que receber a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após testes clínicos, o produto será distribuído por hospitais da rede pública. Os 80 litros de soro começaram a ser produzidos em 2008 e o produto recebeu a patente este ano.
Sempre que o Brasil enfrenta uma epidemia – como a de dengue em 2008 ou a de gripe suína no ano passado – a fragilidade do atendimento básico de saúde torna-se indisfarçável. A história é sempre a mesma: filas enormes, falta de leitos, diagnósticos tardios. O caos se instala e exige medidas extremas. Quando isso acontece, a população se pergunta: qual é o problema da saúde no Brasil? Falta dinheiro ou falta gestão? É possível melhorar a saúde dos brasileiros sem criar novos impostos? Evento da Revista Época, dia 22 de junho em São Paulo, discutirá as responsabilidades que o próximo presidente da República deveria assumir na área da saúde.
Objetivo é mostrar que um gesto simples pode salvar vidas. Brasil precisa aumentar o estoque anual de bolsas para pelo menos 5,7 milhões.
O Ministério da Saúde lança nesta segunda (14) uma nova campanha de incentivo à doação de sangue. Com o lema “Doe sangue, faça alguém nascer de novo”, a campanha vai mostrar, até o próximo dia 30, como esse gesto de amor pode salvar vidas.
Clique aqui para acessar a lista dos hemocentros do Brasil.
O grave problema da dengue no Brasil ainda está longe de ser solucionado e a participação de todos se faz cada vez mais necessária nessa causa. Pensando nisso, o Governo Federal dá continuidade à campanha contra a doença e lança um site onde toda a população tem acesso aos materiais de divulgação. A idéia é que todos os brasileiros se conscientizem e se responsabilizem pela erradicação da doença, mobilizando o maior número de pessoas em seu entorno. Nesse site é possível conhecer a fundo a situação da dengue no país, suas formas de prevenção, além de todos os sintomas e tratamentos. Clique aqui para assistir ao pronunciamento do ministro José Gomes Temporão sobre a campanha.
Gestão Estratégica de Clínicas e Hospitais é livro que chega no melhor momento possível,ao se considerar a carência bibliográfica no vernáculo sobre o tema aqui e ali, precariamentepreenchida pela tradução de outros idiomas e culturas; distantes com toda obviedade de nossa realidade médico-assistencial.É sabido o Brasil apresentar sistema de saúde cuja marca são grandes diferenças na organização e hierarquia doacuidados e atenção da população - daí a necessidade de se criar e recriar , perseguidondo-se as melhores soluções de acordo com nossas próprias necessidades.