Substituir ligamentos danificados do joelho por tecidos cultivados em laboratório é o objetivo da pesquisa do professor Keith Baar da Universidade da Califórnia em Davis, EUA e colaboradores da Universidade de Birmingham, Inglaterra. Os ligamentos artificiais desenvolvidos em laboratório são cultivados a partir de um gel de fibrina, semeados com fibroblastos. As células crescem e geram a matriz de colágeno, que faz com que um ligamento seja forte.
Em dois artigos publicados recentemente no Tissue Engineering Journal e nos Annals of Biomedical Engineering, Baar e seus colegas descrevem o uso de brushite, um material com uma relação de cálcio e fosfato, para ancorar os ligamentos artificiais em pedaços de osso. Segundo Baar, “o objetivo é fazer com que o paciente volte à plena atividade entre quatro e oito semanas, o tempo que o osso leva para se fundir com o brushite, em vez dos quatro a oito meses da demora atual”.
Cientistas canadenses e suecos fabricaram em laboratório a primeira córnea artificial do mundo. Córneas fabricadas no laboratório melhoraram substancialmente a visão de 10 pacientes suecos com perda significativa da visão. Praticamente não houve rejeição e seis dos dez voluntários passaram a enxergar melhor.
O novo estudo, relatado nesta quarta-feira na revista Science Translational Medicine, utilizou a biossíntese de colágeno produzido pela FibroGen Inc. de San Francisco,EUA. Produzidos exclusivamente a partir de colágeno sintético, os implantes oferecem a possibilidade tentadora de um substituto para os tecidos de doadores humanos.
Um novo estudo liderado pela Universidade de Oxford destaca a importância que a vitamina D exerce na suscetibilidade de uma ampla gama de doenças genéticas.
Foi utilizada uma nova tecnologia para o sequenciamento do DNA para criar um mapa de receptores de vitamina D ao longo do genoma humano. Os cientistas mapearam os pontos de interação entre a vitamina D e o DNA e identificaram mais de 200 genes influenciados pela substância.
Estima-se que 1 bilhão de pessoas no mundo não têm de níveis adequados de vitamina D. Essa deficiência é em grande parte devida à exposição insuficiente ao sol e, em alguns casos a má alimentação. Segundo o estudo recém-publicado na revista Genome Research é a primeira que são mostradas evidências diretas de que a vitamina D pode proteger o corpo humano contra uma série de doenças ligadas a condições genéticas, incluindo alguns tipos de câncer, diabetes tipo 1, artrite reumatóide, doença de Crohn, lupus e esclerose múltipla. Leia mais no site do G1.
Novas superfícies sintéticas podem superar os desafios impostos pelos métodos existentes para o cultivo de células-tronco.
Células-tronco pluripotentes, que podem se transformar em qualquer outro tipo de células, agora possuem um nova maneira de serem cultivadas conforme estudo divulgado por pesquisadores do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT) na edição de setembro da revista Nature Materials.
Atualmente são utilizadas proteínas de embriões de ratos na produção de células-tronco pluripotentes, que podem gerar uma reação autoimune se aplicadas em pacientes humanos. Para superar esses problemas, engenheiros químicos, biólogos e especialistas em materiais do MIT desenvolveram uma superfície sintética, sem uso de material de animais, que permite que células-tronco pluripotentes permaneçam vivas e se reproduzam por, pelo menos, três meses.
Pesquisadores chefiados pelo professor David Becker da University College London estão prestes a começar uma fase final de testes em um novo gel, chamado Nexagon, que cura feridas até cinco vezes mais rápido que um tratamento normal.
Durante o processo inflamatório em feridas graves, ocorre um excesso de produção da proteína Cx43 que impede a cicatrização. O gel foi desenvolvido a partir de partes do DNA responsáveis pela inibição desta proteína. Ele atua interrompendo o mecanismo da comunicação celular e impedindo a produção da proteína que bloqueia a cura. Isso permite que as células se movam mais rapidamente à área lesada iniciando o processo de cura.
Embora tenha sido apenas testado em cerca de 100 pessoas até agora, dizem os cientistas que se for bem sucedido, o gel pode ter um impacto importante no tratamento de feridas crônicas, como úlceras de perna ou diabetes, e mesmo arranhões comuns ou lesões causadas por acidentes.
Um novo tecido elástico feito com proteínas encontradas nos tecidos musculares poderá fornecer um arcabouço para o crescimento de novos órgãos. Também poderá ser usado como um revestimento de bandagens para ajudar a curar feridas rapidamente e com menos cicatrizes, segundo estudo publicado na MIT Technology Review. O tecido foi feito no laboratório do professor Kevin Kit Parker da Harvard’s School of Engineering and Applied Science.
Quando o corpo desenvolve novos tecidos, as células secretam fibronectina - um tipo forte e elástico de proteína que age como um andaime de suporte. A forma e a estrutura que a fibronectina adota dirige o subsequente crescimento de novas células, dando ao tecido resultante a forma correta. Utilizar proteínas naturais ao invés de polímeros sintéticos reduz a probabilidade de que o novo tecido ser rejeitado.
O Brasil está pela primeira vez numa posição inédita na área científica. A vacina contra a esquistossomose – primeira vacina brasileira da história e também a primeira do mundo no combate a vermes - será produzida pela Ourofino, uma indústria 100% nacional. A doença atinge 200 milhões de pessoas em 74 países e causa 200 mil mortes por ano.
A Ourofino formalizou essa semana a compra da Alvos Consultoria, empresa de fomento que detinha a licença da tecnologia da Fiocruz desde 2005.“A Ourofino é uma empresa que acredita e investe na pesquisa nacional. Entendemos que o futuro está na prospecção da biotecnologia e no controle das doenças por meio da prevenção”, afirma o diretor de Pesquisa e Inovação, Carlos Henrique.
A médica Miriam Tendler, pesquisadora titular da Fiocruz e coordenadora da equipe que desenvolveu a vacina contra a esquistossomose, está confiante na produção da vacina pela Ourofino. “De nada adianta tanto esforço se as pesquisas permanecerem dentro do laboratório. A tecnologia gerada precisa chegar às populações a que se destina e para isto precisamos de parceria industrial”, diz.
Doze anos após o “nascimento” da primeira linhagem de células-tronco embrionárias humanas, na Universidade de Wisconsin, a Administração de Drogas e Alimentos dos Estados Unidos (FDA) autorizou na última sexta-feira, pela primeira vez, que essas células sejam injetadas experimentalmente em seres humanos, conforme noticiou o jornal The New York Times. O estudo será conduzido pela empresa de biotecnologia Geron, que financiou a pesquisa pioneira de Wisconsin, em 1998, e agora, após uma década de experimentos in vitro e com animais, poderá finalmente testar o potencial terapêutico de suas células no organismo humano. Trata-se do primeiro e único ensaio clínico com células-tronco embrionárias humanas aprovado no mundo até agora.
Segundo um artigo publicado online na revista The Lancet, pesquisadores norte americanos conseguiram regenerar totalmente as articulações de coelhos recorrendo, para isso, às suas próprias células estaminais.
Esta foi a primeira vez afimam, que se conseguiu obter a regeneração de toda a superfície articular com retorno total das funções. Esta descoberta poderá beneficiar os indivíduos com lesões de quadril, ombro e joelho. A equipe de removeu as articulações das patas dianteiras de 10 coelhos e substituiu-as por uma prótese com a mesma forma. Estas próteses foram embebidas em produtos químicos que atraem células estaminais do osso e cartilagem. Quatro semanas após este procedimento, os coelhos tinham regenerado as suas articulações e recuperado a mobilidade total. Segundo Jeremy Mao do departamento de Engenharia Biomédica da Columbia University, a nova técnica poderá ter aplicações clínicas muito promissoras.
Indivíduos que se acidentaram e perderam parte do movimento das mãos podem recuperar parte de sua autonomia.
Uma tecnologia criada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promete devolver parte da autonomia às vítimas desse tipo de acidente. A órtese de mão foi exibida na Feira de Inovação Tecnológica (Inovatec), está sendo aprimorada pela equipe de pesquizadores do Laboratório de Bioengenharia (Labbio) da UFMG, que criou um equipamento que permite ao usuário recuperar o movimento de abrir e fechar as mãos.
A órtese de mão é similar a uma luva e possui dispositivos eletrônicos que agem como os tendões dos dedos e do antebraço. Os movimentos dos tendões artificiais são controlados por músculos ativos do usuário. Os sinais emitidos pelos músculos são captados por sensor ligado a um pequeno motor que aciona os tendões da luva. O aparelho funciona à base de uma bateria recarregável. A órtese traz também, em sua parte posterior, uma mola conectada a esses tendões, que permite a abertura completa dos dedos e assegura maior vida útil do equipamento.
Gestão Estratégica de Clínicas e Hospitais é livro que chega no melhor momento possível,ao se considerar a carência bibliográfica no vernáculo sobre o tema aqui e ali, precariamentepreenchida pela tradução de outros idiomas e culturas; distantes com toda obviedade de nossa realidade médico-assistencial.É sabido o Brasil apresentar sistema de saúde cuja marca são grandes diferenças na organização e hierarquia doacuidados e atenção da população - daí a necessidade de se criar e recriar , perseguidondo-se as melhores soluções de acordo com nossas próprias necessidades.