Descobrir por que os músculos murcham com a idade está cativando um número crescente de cientistas, empresas farmacêuticas e de alimentos. Comparações entre as faixas etárias salientam a disparidade muscular: uma pessoa de 80 anos pode ter 30% menos massa muscular do que um jovem de 20 anos. E a força declina ainda mais que a massa. “No futuro, a sarcopenia será tão conhecida como a osteoporose é hoje”, disse Bruno Vellas, presidente da Associação Internacional de Gerontologia e Geriatria.
Pesquisadores de diversos setores envolvidos com a perda muscular relacionada à idade criaram uma força-tarefa para uniformizar o diagnóstico, identificar possíveis causas e criar um plano de tratamento. Com o grande interesse no envelhecimento, o potencial de mercado para a manutenção e reconstrução de massa muscular parece não encontrar limites. As empresas já estão tentando desenvolver medicamentos e produtos nutricionais que possam desenvolver os músculos ou evitar que se debilitem. Leia mais: Medicina busca retardar perda de tônus muscular.
Uma pílula vitamínica que pode desacelerar a evolução do Mal de Alzheimer será testada em humanos, depois de experiências com animais portadores da mesma condição genética. Os resultados da última pesquisa, publicados no Journal of Neuroscience, motivaram os pesquisadores a partir para os testes em humanos. Nesses testes, altas doses de vitamina B3 serão ministradas a uma amostra de 70 pessoas com idade acima de 50 anos e que tenham, recentemente, sido diagnosticadas com a doença. Segundo os responsáveis pelo trabalho, caso obtenha bons resultados entre os humanos, esse tratamento vai oferecer aos pacientes uma alternativa realmente barata, segura e de fácil administração.
Uma pesquisa realizada pelo governo britânico mostra uma tendência de que a diferença entre as expectativas de vida de homens e mulheres diminua ao longo dos anos. Considerando as duas últimas décadas, a expectativa de vida dos ingleses aumentou 5,3 anos entre os homens e 3,8 anos para as mulheres. Segundo especialistas, o destacado aumento da expectativa de vida masculina relaciona-se, principalmente, a três fatores: os homens estão fumando menos, preocupando-se mais com a alimentação e indo mais ao médico. A mesma tendência pode ser observada no Brasil, contudo em menor velocidade: na última década, a expectativa de vida masculina aumentou 3,5 anos e a feminina, 3,2 anos.
No site da FORE, Foundation for Osteoporosis Research and Education, você encontra inúmeros artigos, dicas de prevenção, diagnóstico e tratamento, além de uma calculadora que informa os riscos de fratura de um paciente com osteopenia. Muito simples de ser usada, ela se baseia em dados fornecidos sobre o paciente para calcular o risco de fratura nos próximos 10 anos, possibilitando assim a indicação de tratamentos nos casos mais graves. Clique aqui para acessar a calculadora. Para fazer as conversões, utilize os seguintes dados: 1 kg = 2,20 pounds; 1 cm = 0,39 inches.
Durante muitos anos predominou a opinião de que a detecção precoce do câncer pode salvar vidas e aumentar a expectativa de vida do paciente. No entanto, um grupo de especialistas norte-americanos defendeu, durante um encontro realizado na última semana, justamente a opinião contrária. Segundo eles, não valeria a pena realizar exames de próstata em pacientes com idade superior a 75 anos, uma vez que essa descoberta traria mais prejuízos do que vantagens. Tratamentos contra o câncer de próstata podem trazem dores e incontinência, além de problemas na uretra, na vesícula e no intestino. Os tratamentos hormonais, por sua vez, podem provocar ganho de peso, perda de tônus muscular e osteoporose. Segundo uma estimativa apresentada pelos especialistas, 44% dos homens que receberam tratamento do câncer de próstata não foram por ele beneficiados, uma vez que em outro caso teriam morrido por outra causa antes que o câncer se manifestasse.
Pesquisadores do Harvard Stem Cell Institute removeram células epiteliais de pacientes idosas e transformaram-nas em nervos da coluna espinhal, num processo que promete transformar as pesqusias sobre doenças degenerativas como Alzheimer e Parkinson. Dada a impossibilidade de remover os próprios nervos danificados, esse é um passo muito importante. A partir das células produzidas, podem ocorrer grandes avanços no conhecimento sobre o desenvolvimento da doença e na produção de novas drogas capazes de prevenir a condição.
Uma pesquisa apresentada durante a última terça (15) no Forum of European Neuroscience afirma que as propriedades viciosas da nicotina estão intimamente relacionadas à sua habilidade de melhorar a memória e o aprendizado. Essa descoberta representa um obstáculo para algumas empresas que pretendiam usar a química do tabaco, ou produzir substâncias artificiais similares, para desenvolver medicamentos para o tratamento do Alzheimer e outras formas de demência. Segundo os responsáveis pela pesquisa, os resultados devem motivar investigações sobre outros agentes químicos que sejam melhores estimulantes cerebrais do que a nicotina - e que não tragam os mesmos riscos.
Foi publicado no Journal of Orthopaedic Trauma um estudo que identificou, em 20 pacientes com osteoporose e usuários do medicamento Fosamax, o mesmo tipo de fratura óssea. Outros nove pacientes com o mesmo tipo de fratura e a mesma experiência com o medicamento foram alvos de um segundo estudo, publicado há mais tempo no Journal of Bone and Joint Surgery. O curioso é que todas essas fraturas foram resultado de traumas muito leves ou mesmo de momentos em que o paciente estava apenas caminhando. Diante disso, alguns pesquisadores sugerem a existência de uma relação entre o uso de medicamentos de reconstituição óssea (bisfosfonatos) e produção de ossos mais fracos nos seus usuários. Funcionários da Merck, fabricante responsável pelo Fosamax, alegam que a fratura acontece em apenas 5 ou 6% dos pacientes, enquanto o medicamento demonstra bons resultados entre os outros 95%. Novas análises devem ser feitas em breve, mas um dos responsáveis pelo estudo sugere, de antemão, que pacientes sem alto risco de fratura dispensem o uso do medicamento.
Tendo em vista que as quedas são a principal causa de lesões fatais e não-fatais entre pessoas com mais de 65 anos, um grupo de pesquisadores da University of North Carolina publicou uma ampla lista de medicamentos que aumentam o risco de queda entre pacientes idosos. De um modo geral, pacientes que tomam quatro ou mais medicamentos ao mesmo tempo têm um significativo aumento sobre o risco de queda, mas algumas substâncias trazem um perigo maior. Foram incluídos na lista medicamentos para ataques, dores e uma série de anti-depressivos, como Celexa, Effexor, Wellburtrin e Prozac. Para fazer o download da lista completa, clique aqui.
The New Old Age é um blog escrito por Jane Gross e publicado pelo New York Times. Histórias de leitores e conselhos de profissionais são compartilhados sempre tendo como foco o cuidado com os pais idosos. Em consequência dos avanços das ciências médicas, já se sabe que adultos com mais de 80 anos são o segmento da população que mais cresce. O blog visa, portanto, criar uma identificação entre os leitores que vivem esse desafio sem precedentes e ajudar a todos que passam por situações semelhantes.
Gestão Estratégica de Clínicas e Hospitais é livro que chega no melhor momento possível,ao se considerar a carência bibliográfica no vernáculo sobre o tema aqui e ali, precariamentepreenchida pela tradução de outros idiomas e culturas; distantes com toda obviedade de nossa realidade médico-assistencial.É sabido o Brasil apresentar sistema de saúde cuja marca são grandes diferenças na organização e hierarquia doacuidados e atenção da população - daí a necessidade de se criar e recriar , perseguidondo-se as melhores soluções de acordo com nossas próprias necessidades.