Um novo estudo liderado pela Universidade de Oxford destaca a importância que a vitamina D exerce na suscetibilidade de uma ampla gama de doenças genéticas.
Foi utilizada uma nova tecnologia para o sequenciamento do DNA para criar um mapa de receptores de vitamina D ao longo do genoma humano. Os cientistas mapearam os pontos de interação entre a vitamina D e o DNA e identificaram mais de 200 genes influenciados pela substância.
Estima-se que 1 bilhão de pessoas no mundo não têm de níveis adequados de vitamina D. Essa deficiência é em grande parte devida à exposição insuficiente ao sol e, em alguns casos a má alimentação. Segundo o estudo recém-publicado na revista Genome Research é a primeira que são mostradas evidências diretas de que a vitamina D pode proteger o corpo humano contra uma série de doenças ligadas a condições genéticas, incluindo alguns tipos de câncer, diabetes tipo 1, artrite reumatóide, doença de Crohn, lupus e esclerose múltipla. Leia mais no site do G1.
Para decifrar a influência da hereditariedade sobre os hábitos alimentares de uma pessoa, pesquisadores da University of Copenhagen Hospital estudaram 600 pares de gêmeos. Ao longo da pesquisa, eles concluíram, por exemplo, que irmãos do mesmo sexo têm chances significativamente maiores de compartilhar gostos alimentares do que gêmeos de sexos diferentes, assim como irmãos criados juntos geralmente apresentam mais afinidades do que irmãos criados em casas separadas. Diante de observações como essas, os pesquisadores concluíram que quase metade das preferências alimentares são geneticamente herdadas, enquanto o ambiente de criação e alguns outros fatores seriam os responsáveis pelas escolhas de cada pessoa. Para ler a pesquisa completa, basta acessar o Journal of the American Society of Nutrition.
Pesquisadores do Children’s Hospital Boston desenvolveram uma técnica para recuperar nervos óticos danificados, aumentando a esperança das pessoas que adquiriram deficiência visual devido a danos celulares. A técnica se baseia em intervenções químicas que, por meio de alterações em genes e proteínas específicos, modificam o comportamento dos nervos e permitem o seu crescimento. Os responsáveis pelo estudo, que foi publicado na revista Science, afirmam que, no futuro, será possível desenvolver medicamentos que reproduzam esse efeito.
Um novo teste de mapeamento genético promete revelar praticamente qualquer doença hereditária num embrião inseminado artificialmente antes da sua implantação no útero. Alan Handyside, professor que desenvolveu o teste, disse à BBC que o método é universal e pode detectar em algumas semanas cerca de 15 mil doenças hereditárias. A técnica, chamada karyomapping, consiste na comparação de uma célula retirada do embrião com 8 dias de idade e amostras do DNA dos pais e avós. O teste ainda está sendo desenvolvido no Bridge Centre mas já levanta questões polêmicas. Em teoria, o mesmo teste poderá revelar informações como cor dos olhos, altura e peso criando assim a possibilidade dos pais projetarem seus filhos com as características escolhidas. Mark Hamilton, diretor da Sociedade Britânica de Fertilidade, questiona: ‘Se você pode testar tudo, onde nós vamos estabelecer um limite?’
Cientistas britânicos descobriram uma condição genética que ajuda a explicar porque alguns homens herdam a calvície de seus pais. Testes realizados em mais de mil homens calvos revelaram duas regiões genéticas que, quando ativadas em conjunto, tornam um homem sete vez mais propício à calvície. Essa descoberta oferece aos cientistas um quadro muito mais claro das causas genéticas da calvície, que afeta cerca de um terço dos homens aos 45 anos. Esse trabalho deve ser usado para identificar prematuramente a calvície e, a longo prazo, pode fornecer subsídio para tratamentos genéticos contra a queda de cabelos.
Pesquisadores alemães e britânicos conseguiram obter pela primeira vez células-tronco a partir de células de testículos humanos. A equipe, dirigida por Thomas Skutella, confirmou através desse experimento que a possibilidade de geração de células para tratamentos individuais está cada vez mais próxima. As células-tronco foram obtidas a partir da biópsia testicular realizada com 22 pessoas de idades entre 17 e 81 anos. Assim como em todos os casos que envolvem a produção dessas células imaturas, existe o risco do surgimento de um câncer já que essas células são bastante similares às que constituem os tumores.
Nos últimos dias, a imprensa internacional tem destacado a história de Savannah, uma menina de oito anos que recuperou a visão após submeter-se a um tratamento experimental na China. Diagnosticada com hipoplasia do nervo ótico poucas semanas após o nascimento, Savannah viajou à China e foi submetida a alguns transplantes de células tronco. Desde então, tem alcançado progressos significativos, recuperando parte da visão. No entanto, alguns médicos norte-americanos têm qualificado o procedimento como arriscado e não-recomendável. Afirmam ainda que o procedimento não faz sentido e que cerca de 50% das crianças com hipoplasia têm avanços espontâneos. Para acompanhar essa polêmica, visite o site da instituição chinesa e assista o vídeo abaixo.
O Ministério da Saúde investiu R$2,1 milhões no primeiro seqüenciador de genoma de alto desempenho da América do Sul. O aparelho, instalado no LNCC, é capaz de seqüenciar 500 milhões de pares de bases de DNA em apenas dez horas, trabalho que, com a tecnologia anterior, levava até três meses para ser concluído. Já foram acordadas parcerias com o Inca e o Instituto Ludwig para os primeiros projetos, além do mapeamento genético parcial do Trypanossoma cruzi, que provoca a doença de Chagas. ‘A tecnologia permitirá seqüenciar genomas de forma muito mais rápida, com custos menores e qualidade superior’, declarou José Gomes Temporão, ministro da saúde.
Após o sucesso dos testes em cães e gatos – que voltaram a ficar de pé após meses em estado paraplégico, pesquisadores da Fiocruz da Bahia se preparam para testar o potencial das células-tronco em pessoas que possuam parte do corpo paralisada em decorrência de uma lesão na medula espinhal. O médico Ricardo Ribeiro dos Santos, coordenador do estudo, espera a autorização da Conep para iniciar os primeiros testes em humanos. Os resultados não são garantidos, mas a equipe está bastante otimista. Por se tratarem de células-tronco adultas, elas envolvem menos problemas de segurança, possuem um comportamento mais previsível e podem ser retiradas dos próprios pacientes, o que evita risco de rejeição. Nos testes com animais, o controle urinário também melhorou bastante. ‘Se isso for reproduzido em humanos, já será um grande avanço’, afirma Ricardo. Os próximos testes devem ser feitos em um grupo de 20 pessoas.
Um estudo realizado pela Wayne State University e publicado pela revista Cancer Research apresentou nessa semana uma vacina que, ao ser testada em ratos, eliminou completamente um determinado tipo de câncer de mama. Trata-se do tumor causado pelo excesso da proteína HER2, o qual afeta cerca de 30% das pacientes que desenvolvem a doença. Em situações normais, essa proteína receptora promove o crescimento celular e é encontrada em abundância nas células da mama; mas, quando encontrada em excesso, provoca um tipo de tumor bastante agressivo. A nova vacina contém genes que produzem a HER2 e um composto que estimula o sistema imunológico. Novos testes serão realizados, para avaliar os efeitos colaterais e a possibilidade de realizar testes em seres humanos.
Gestão Estratégica de Clínicas e Hospitais é livro que chega no melhor momento possível,ao se considerar a carência bibliográfica no vernáculo sobre o tema aqui e ali, precariamentepreenchida pela tradução de outros idiomas e culturas; distantes com toda obviedade de nossa realidade médico-assistencial.É sabido o Brasil apresentar sistema de saúde cuja marca são grandes diferenças na organização e hierarquia doacuidados e atenção da população - daí a necessidade de se criar e recriar , perseguidondo-se as melhores soluções de acordo com nossas próprias necessidades.